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BRASIL E O DESCARTE CORRETO DE ELETRÔNICOS

Equipamentos digitais como computadores, tablets, celulares, impressoras, câmeras e mais uma gama diversa de eletrônicos têm avanços tecnológicos cada dia maiores e vida útil inversamente proporcional. Aparelhos como estes costumam durar em média três anos ou menos.

E quando um equipamento digital vira lixo, o que fazer com ele? É este o centro da questão sobre o descarte do e-lixo no Brasil.

Segundo a ONU, o país deve fechar o ano de 2017 com 11,4 milhões de toneladas de e-lixo produzidos. Apenas 2% do total são reciclados.

Esta realidade coloca o Brasil entre os maiores produtores de lixo eletrônico do mundo, principalmente entre os países emergentes. A América Latina é responsável por 9% do e-lixo mundial, e o Brasil está no topo da produção de resíduos na região.

Quais são os perigos do descarte incorreto de lixo eletrônico?

Quando descartado no meio ambiente lixo eletrônico é um dos materiais mais tóxicos para o solo e para a água. Isso acontece devido à constituição com metais pesados como cádmio, chumbo, bromo, cobre, níquel, mercúrio, berílio e outras substâncias agressivas.

O contato direto desses materiais com o solo é altamente tóxico, podendo contaminar produções agrícolas e até mesmo atingir o lençol freático. Os danos são incalculáveis e praticamente irreparáveis.

Além do meio ambiente lixo eletrônico é tóxico para a saúde, podendo causar diversas doenças, caso haja contato direto com componentes químicos. Algumas patologias relacionadas são o surgimento de feridas nos órgãos internos, câncer, demência e problemas respiratórios.

Nessa perspectiva, o e-lixo é também um problema de saúde pública. Por isso, é importante conscientizar a população sobre quais os perigos do descarte incorreto de lixo eletrônico na hora de se desfazer destes equipamentos.

Por que a população ainda não descarta o e-lixo corretamente?

Desde 2010, o Brasil conta com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), uma legislação que trata de como lidar com o lixo em toda a sua complexidade. A lei é atual, abrangente e incentiva a população, o poder público e a esfera privada a melhorar neste aspecto.

A PNRS também fala sobre lixo eletrônico abordando itens como:

  • o que é lixo eletrônico
  • separação deste tipo de material
  • lixo eletrônico coleta
  • descarte correto
  • reciclagem de lixo eletrônico

Mesmo com todo este aparato legal, os municípios e estados ainda não oferecem conscientização e estrutura para melhorar o destino do e-lixo. O assunto é pouco explorado no contexto educacional, deixando a população carente de informações consistentes.

Poucas empresas da iniciativa privada se empenham em dar um destino correto ao lixo eletrônico. Algumas, porém, percebem que a reciclagem pode ser um caminho interessante para o meio ambiente, para o consumidor e para a saúde financeira do negócio.

Outras organizações fazem da própria coleta e reciclagem do lixo eletrônico a alma do negócio, separando e reaproveitando todos os componentes. O desafio é transformar estas inciativas em casos recorrentes Brasil afora.

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